A (des)ilusão do dia dos namorados

June 21, 2017

Amar não é publicar fotos apaixonadas no Instagram com a hashtag #relationshipgoals. Amar não é esticar o cabelo e pintar as unhas à namorada. Amar não é aceitar tudo e muito menos amar é dizer amo-te, porque amo-te qualquer pessoa diz, mas a diferença está no sentimento, existente ou não, intenso ou fraco. Amar vai para além de tudo isso. Amar entende-se por atitudes, por cumplicidade, por palavras honestas e olhares sinceros. Amar é cuidar. Amar é dar atenção. Amar é ouvir. Amar é estar presente nos momentos difíceis. O resto vem tudo por acréscimo – os momentos bons multiplicam-se e o amor fortalece.
Muito sinceramente, o Dia dos Namorados, para muitos casais, não passa de uma validação de um falso “amo-te” feita por bens materiais. É uma correria aos peluches, às flores, às jóias. Quanto mais caro, mais intenso o amor. E no final vê-se o amor..uma tremenda (des)ilusão. Os peluches vão para uma caixa, as flores para o lixo e as jóias para a gaveta, junto com o amor que nunca existiu.
Isto porque o amor é muito mais que uma data e bens materiais. Vai muito para além das fotos com beijinhos e abraços e descrições românticas, jantares à luz da vela e passeios de mãos dadas à beira mar.
Dia nos Namorados infelizmente significa prendas, quando na realidade a melhor prenda é ter encontrado alguém que nos dê amor sincero mesmo quando temos um feitio tramado. Dia dos namorados significa expor, valorizar “o amor” a que não se dá importância nos outros trezentos e sessenta e tal dias do ano. O mais importante (o verdadeiro sentir)  acaba por ser o menos importante. E talvez seja essa a explicação do meu ódio de estimação a este dia.
Ou então é só o meu coração partido a falar mais alto.

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